terça-feira, 12 de março de 2013

Viver bem: um exercício


por Christine Rocha


E se você pudesse por alguns instantes fazer somente a sua vontade?

Permitir-se, num ato individual, ignorar os pensamentos alheios, as vontades alheias, os julgamentos e tudo o que te faz decidir em razão de.

E porque dissemos num ato “individual” e não “egoísta”?

A ideia é justamente abandonar os julgamentos. E filtrar, muito do que fazemos ou deixamos de fazer em razão daquilo que achamos que os outros vão pensar a nosso respeito.

A cada tomada de decisões, dependendo da importância de cada uma delas, nos vemos impelidos a decidir por nós e pela multidão que nos acompanha em consciência. Alguém já experienciou essa sensação? O que vai pensar minha mãe, como vou falar para o meu pai, como isto afetará meu filho, meus irmãos, meus amigos, meu trabalho... e toda esta multidão que está dentro de nós... em nossas relações com os outros.

Quão difícil é sermos seres sociais, e todo o peso que esta definição nos faz carregar nos ombros. Estamos a todo tempo afetando e sendo afetados pelas nossas relações com o outro, fora e dentro de nós. As idéias preconcebidas e o julgamento que fazemos de nossas ações com base no que julgamos ser o pensamento alheio.
            
E se pudéssemos deixar de lado essa couraça de julgamento que nos cobre a todo instante e tentar trazer a tona o pensamento límpido de suas decisões e seus porquês? E se pudéssemos viver conforme nossa vontade e não conforme a vontade alheia?
Surpreendentemente, podemos!
            
Pode ser complexo a princípio, eu diria ser um exercício, mas sempre é possível deixar de lado o julgamento do outro e o julgamento que fazemos de nós mesmos com base no outro e seguirmos mais felizes.
            
Eu costumo dizer muito que “tudo pode ser dito em sua forma adequada de dizer”. E o que seria isso? Para viver melhor e de acordo com as suas vontades não será preciso atropelar meio mundo, ativar o botão da grosseria, antipatia ou coisa assim, em detrimento de realizar aquilo que se deseja. As pessoas podem entender, de forma madura, e se isto for dito, quais são nossas intenções e minimamente respeitá-las.
            
E se não houver entendimento, ou não houver respeito... respeite-se! Não passe por cima de você, daquilo que sente ou que deseja para agradar outras pessoas. Com esta atitude você pode acabar por perceber que não conseguiu agradar o outro e ainda desagradou-se. Atitudes vãs.
            
Repito: respeite-se! Se encontrar dificuldades, não se isole. Comunique-se, procure auxílio. As nossas relações com o outro e com o mundo que nos cerca podem passar de barreiras a degraus em nossa constante busca do bem viver.

Nenhum comentário:

Postar um comentário