Quanto
tempo dura a infância? Tempo suficiente para formação do caráter, da
personalidade, para o aprendizado da fala, do caminhar... E isso tudo se dá num
piscar de olhos!
Quando as mães e pais se dão conta aquele pequeno ser que
mal engatinhou já corre pela casa, as palavras que eram pronunciadas
divertidamente com dificuldade já se transformam em frases completas com uso
perfeito dos plurais – É encantador! – e conjugação de verbos. E já se define
gostos por alimentos, e vestimenta e afinidades por pessoas, e coisas e cores.
E nesta
etapa, é imprescindível o acompanhamento ‘passo a passo’ a cada aprendizado, em
cada momento de dificuldade e de felicidade que deve ser partilhado.
A exemplo, comer utilizando apenas uma das mãos e com
auxílio de talher é uma conquista que merece comemoração, imagine fazê-lo você
sem a aquisição da importantíssima coordenação motora. E tal aquisição não
acontece da noite para o dia e por incrível que possa parecer, não possui relação
nenhuma com o tom de voz. Ou seja, gritar, não fará seu filho não se sujar de
comida. Ensiná-lo calmamente o trajeto até a boca, o movimento que deve ser
feito, certamente funcionará.
Não colocar todas as coisas na boca para conhecê-las
dependerá de amadurecimento intelectual e orientação do que pode e do que não
pode ser provado. Não fazer xixi na roupa dependerá de um controle
importantíssimo que não será adquirido com a promessa de recompensa ou com
ameaças de punição. Também depende de observação e paciência, muita conversa e
incentivo, para que a criança aprenda que o que sente é a vontade de fazer ‘xixi’
e que se treinar um pouco ela conseguirá segurar por alguns momentos até ir ao ‘piniquinho’,
ou banheiro.
Conosco funcionou assim, tudo foi aprendido, por mais que
nossa memória não nos permita recordar de tais fatos, às vezes. E estas etapas
são fundamentais para que o desenvolvimento das fases posteriores aconteçam de
maneira saudável. Um chamado “trauma” neste período do desenvolvimento pode
ocasionar sérios problemas comportamentais futuros. Sérios mesmo!
A criança, definitivamente, não é um pequeno adulto. Ela
está em formação física e psíquica, e esta formação precisa ser acompanhada e
orientada a cada momento, de perto, com a presença de pessoas de referência
para ela, preferencialmente os pais. Estas referências positivas serão
rememoradas afetivamente para todo o sempre. Porque tudo se passa num piscar de
olhos, quando se percebe a criança já cresceu, e é preciso estar atento para
não se perder o que se passa enquanto os olhos piscam...
Eduque seu filho!
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