terça-feira, 5 de março de 2013

“O que se perde enquanto os olhos piscam”

por Christine Rocha

Quanto tempo dura a infância? Tempo suficiente para formação do caráter, da personalidade, para o aprendizado da fala, do caminhar... E isso tudo se dá num piscar de olhos!

Quando as mães e pais se dão conta aquele pequeno ser que mal engatinhou já corre pela casa, as palavras que eram pronunciadas divertidamente com dificuldade já se transformam em frases completas com uso perfeito dos plurais – É encantador! – e conjugação de verbos. E já se define gostos por alimentos, e vestimenta e afinidades por pessoas, e coisas e cores.

E nesta etapa, é imprescindível o acompanhamento ‘passo a passo’ a cada aprendizado, em cada momento de dificuldade e de felicidade que deve ser partilhado.

A exemplo, comer utilizando apenas uma das mãos e com auxílio de talher é uma conquista que merece comemoração, imagine fazê-lo você sem a aquisição da importantíssima coordenação motora. E tal aquisição não acontece da noite para o dia e por incrível que possa parecer, não possui relação nenhuma com o tom de voz. Ou seja, gritar, não fará seu filho não se sujar de comida. Ensiná-lo calmamente o trajeto até a boca, o movimento que deve ser feito, certamente funcionará.

Não colocar todas as coisas na boca para conhecê-las dependerá de amadurecimento intelectual e orientação do que pode e do que não pode ser provado. Não fazer xixi na roupa dependerá de um controle importantíssimo que não será adquirido com a promessa de recompensa ou com ameaças de punição. Também depende de observação e paciência, muita conversa e incentivo, para que a criança aprenda que o que sente é a vontade de fazer ‘xixi’ e que se treinar um pouco ela conseguirá segurar por alguns momentos até ir ao ‘piniquinho’, ou banheiro.

Conosco funcionou assim, tudo foi aprendido, por mais que nossa memória não nos permita recordar de tais fatos, às vezes. E estas etapas são fundamentais para que o desenvolvimento das fases posteriores aconteçam de maneira saudável. Um chamado “trauma” neste período do desenvolvimento pode ocasionar sérios problemas comportamentais futuros. Sérios mesmo!

A criança, definitivamente, não é um pequeno adulto. Ela está em formação física e psíquica, e esta formação precisa ser acompanhada e orientada a cada momento, de perto, com a presença de pessoas de referência para ela, preferencialmente os pais. Estas referências positivas serão rememoradas afetivamente para todo o sempre. Porque tudo se passa num piscar de olhos, quando se percebe a criança já cresceu, e é preciso estar atento para não se perder o que se passa enquanto os olhos piscam...

Eduque seu filho!





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