terça-feira, 26 de março de 2013

Manifestações ‘trabalhistas’ da felicidade


por Christine Rocha

Falamos de busca de felicidade, de bem estar e de alguns pensamentos e ações que facilitam esse nosso caminho para a chamada leveza do ser. E muitas vezes o que imaginamos nos remete mais à idéia de descanso para que possamos colocar corpo e mente no seu devido lugar, do que à noção de trabalho. E como falar sobre trabalho numa perspectiva da busca da felicidade? E como o trabalho nos auxiliaria na busca do equilíbrio?

Será que haveria como trabalhar e ser feliz em um local tão acostumado a abominar as segundas-feiras justamente por causa das “obrigações”, trabalhistas ou não, de início de semana? A resposta seria sim. E a mudança também estaria dentro de nós. Papo de psicólogo? É isso mesmo!

Simplifiquemos... Todos já devem ter ouvido a famosa frase: “Escolha um trabalho que você ame e não terás que trabalhar um único dia em sua vida”. Pode ser uma alternativa, ótima por sinal, pois é sempre melhor fazer o que se gosta. Mas há ainda a possibilidade de fazer escolhas positivas com relação à educação para o trabalho. E esta por sua vez possui relação estreita com o nosso “conceito de segunda-feira”. Segunda-feira tem que ser ruim, trabalhar tem que ser ruim, acordar cedo tem que ser ruim, ter chefe, ter metas, ter planejamentos... 



Oh dia, oh céus!


Acabamos por nos valorizar mais se achamos que fazemos algo difícil, sacrificante. São raras as pessoas – conheço algumas – que valorizam o seu trabalho e amam o que fazem. E algumas destas pessoas amavam o que faziam antes, por circunstancias diversas mudaram de área de trabalho e continuam amando o que fazem. São pessoas de sorte? Pode ser! Mas a sorte destas pessoas não está no fato de serem agraciadas com o trabalho dos sonhos por duas, três ou quatro vezes na vida. Mas, na maneira de repensar o trabalho, as escolhas, as circunstancias e não focar na dificuldade, mas nas possibilidades.

Outro fator importantíssimo a ser pensado é a questão da jornada de trabalho. Em determinados momentos pensando em melhorar nossa “qualidade de vida” trabalhamos muitas horas ou adquirimos dois, três empregos para obtermos ganhos salariais melhores. Mas qualidade de vida não está relacionada apenas a poder aquisitivo, aliás, algumas coisas não podem ser adquiridas com dinheiro, e dependendo da circunstancia, saúde e tempo pode estar neste rol. Deste modo, é bom ser cauteloso para avaliar o conceito de qualidade de vida para cada um de nós. Possuir bens móveis e imóveis em detrimento da perda de saúde física e mental ou do tempo para si e para a família pode não ser a melhor escolha. Aí estaria a aplicação da noção de equilíbrio.

E voltamos para o interno, para a necessidade sempre presente de sermos pessoas equilibradas, centradas... Nem sempre! Mas é bom saber que podemos aproveitar o nosso tempo ao máximo fazendo aquilo que nos faz feliz e celebrando a felicidade em todas as suas manifestações, as ‘trabalhistas’ inclusive. 

Pense nisso!!

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