por Christine Rocha
Falamos de busca de felicidade, de bem estar e de alguns
pensamentos e ações que facilitam esse nosso caminho para a chamada leveza do
ser. E muitas vezes o que imaginamos nos remete mais à idéia de descanso para
que possamos colocar corpo e mente no seu devido lugar, do que à noção de
trabalho. E como falar sobre trabalho numa perspectiva da busca da felicidade?
E como o trabalho nos auxiliaria na busca do equilíbrio?
Será que haveria como trabalhar e ser feliz em um local tão
acostumado a abominar as segundas-feiras justamente por causa das “obrigações”,
trabalhistas ou não, de início de semana? A resposta seria sim. E a mudança
também estaria dentro de nós. Papo de psicólogo? É isso mesmo!
Simplifiquemos... Todos já devem ter ouvido a famosa frase:
“Escolha um trabalho que você ame e não terás que trabalhar um único dia em sua
vida”. Pode ser uma alternativa, ótima por sinal, pois é sempre melhor fazer o
que se gosta. Mas há ainda a possibilidade de fazer escolhas positivas com
relação à educação para o trabalho. E esta por sua vez possui relação estreita
com o nosso “conceito de segunda-feira”. Segunda-feira tem que ser ruim,
trabalhar tem que ser ruim, acordar cedo tem que ser ruim, ter chefe, ter
metas, ter planejamentos...
Oh dia, oh céus!
Acabamos por nos valorizar mais se achamos que fazemos algo
difícil, sacrificante. São raras as pessoas – conheço algumas – que valorizam o
seu trabalho e amam o que fazem. E algumas destas pessoas amavam o que faziam
antes, por circunstancias diversas mudaram de área de trabalho e continuam
amando o que fazem. São pessoas de sorte? Pode ser! Mas a sorte destas pessoas
não está no fato de serem agraciadas com o trabalho dos sonhos por duas, três
ou quatro vezes na vida. Mas, na maneira de repensar o trabalho, as escolhas,
as circunstancias e não focar na dificuldade, mas nas possibilidades.
Outro fator importantíssimo a ser pensado é a questão da
jornada de trabalho. Em determinados momentos pensando em melhorar nossa
“qualidade de vida” trabalhamos muitas horas ou adquirimos dois, três empregos
para obtermos ganhos salariais melhores. Mas qualidade de vida não está
relacionada apenas a poder aquisitivo, aliás, algumas coisas não podem ser
adquiridas com dinheiro, e dependendo da circunstancia, saúde e tempo pode
estar neste rol. Deste modo, é bom ser cauteloso para avaliar o conceito de
qualidade de vida para cada um de nós. Possuir bens móveis e imóveis em
detrimento da perda de saúde física e mental ou do tempo para si e para a família
pode não ser a melhor escolha. Aí estaria a aplicação da noção de equilíbrio.
E voltamos para o interno, para a necessidade sempre
presente de sermos pessoas equilibradas, centradas... Nem sempre! Mas é bom
saber que podemos aproveitar o nosso tempo ao máximo fazendo aquilo que nos faz
feliz e celebrando a felicidade em todas as suas manifestações, as ‘trabalhistas’
inclusive.
Pense nisso!!

Nenhum comentário:
Postar um comentário